Paco Roca. "Estou terminando um novo quadrinho: Return to Eden."

Fotografia: Site de Paco Roca.

Paco Roca (Valencia, 1969) é um dos nossos referentes da história em quadrinhos e história em quadrinhos a maioria seguida, famosa e internacional. Sua história em quadrinhos Rugas Colocou-se no topo de um gênero tão especializado e, ao mesmo tempo, tão variado e aí continua. Y último 25 de julho Ganhou um dos prestigiosos Prêmios Eisner por A casa, um trabalho muito íntimo e pessoal dedicado ao pai.

Foi um prazer que você me concedeu este entrevista que aprecio muito, pelo seu tempo dedicado e pela gentileza de sua equipe de comunicação. Nele, ele nos fala sobre seu influências, primeiro relação e um novo projeto que será lançado em novembro: De volta ao eden.

Entrevista com Paco Roca

  • NOTÍCIAS DA LITERATURA: Você se lembra daquela primeira imagem que viu ou imaginou e te inspirou a desenhar?

ROCHA DO PACO: Certamente havia algumas vinhetas anteriores de Mortadelo e Filemónde Astérix… Mas As Guerras seria uma daquelas coisas que me inspirou muito diretamente. Assim que terminei de vê-la, eu queria revivê-lo, e a maneira que eu tive que fazer foi desenhar meu próprio quadrinho sobre o filme. Essa maneira de reviver momentos especial é o que continua me levando para fazer quadrinhos.

  • AL: Qual é a obra ou autor que mais te impactou e por que você os destaca?

PR: Haveria muitos trabalhos e autores que me impactaram. Em cada momento da vida você descobre trabalhos que o inspiram. Dos primeiros seriam os álbuns de Tintim e o desenho muito apurado de Hergé. paranecks, de Carlos GimenezTambém me impactou em outra época da minha vida. Até aquele momento os quadrinhos que eu havia lido eram sobre histórias épicas, aventureiros e super-heróis. E de repente me deparei com uma história simples, de crianças em um orfanato. A epopéia dos sentimentos.

  • AL: Que história em quadrinhos ou personagem de história em quadrinhos você gostaria de conhecer ou criar?

PR: Para o capitão Haddock. Eu adorava seu mau humor, sua predisposição ao uísque e seu rico léxico quando se tratava de palavrões.

  • AL: Algum passatempo quando se trata de desenho?

PR: Não tenho muitos hobbies. Talvez tenha música de fundo. Acho difícil desenhar em silêncio.

  • AL: Qual é o seu local e hora preferidos para o fazer?

PR: Embora eu prefira desenhar Meu estudo com boa luminosidade e conforto, aproveitando também na mesa da sala de jantar, no hotéis, no trem ... e Eu prefiro de manhã à tarde.

  • AL: O que você ainda deve Rugas?

PR: Tudo o que tenho. Rugas Ele me colocou no mapa e continua a me dar alegria cada vez que é publicado em um país ou outro. Desde que foi publicado minha vida mudou, pude viver dos quadrinhos e, para o bem ou para o mal, não tive uma semana de tranquilidade desde então.

  • AL: em O inverno do cartunista você faz um tour pela mítica editora Bruguera e os nomes mais importantes dos quadrinhos espanhóis. Você pode manter um especial?

PR: com Escobar. Embora seu humor às vezes fosse anacrônico, sempre adorei seu jeito de desenhar. E quanto mais sei de Escobar, mais o admiro como pessoa e como artista incansável, capaz de escrever, desenhar ou inventar estranhos artifícios.

  • AL: Seus gêneros favoritos dentro da história em quadrinhos?

PR: Gosto da história, da biografia, mas acima de tudo do histórias com personagens poderosos isso me excita.

  • AL: Algum novo projeto em vista?

PR: Sim, estou terminando um novo gibi que se tudo correr bem será lançado em novembro. Se chamará De volta ao eden e é sobre uma fotografia, a única que minha mãe tinha com a mãe dela.

  • AL: Como você acha que é a cena editorial, especificamente a de quadrinhos e histórias em quadrinhos, para tantos autores quantos houver ou eles querem começar a publicar?

PR: Viver da cultura é difícil em qualquer disciplina. Ser capaz de viver de discos, livros ou quadrinhos que você vende não é fácil. Mas o meio de quadrinhos é um dos mais livres que existem, você pode dizer o que deseja sem qualquer limitação. E embora nosso mercado seja pequeno, acredito que com o tempo ele seja mais amplo nesse mundo visual em que vivemos. Não consigo pensar em uma profissão melhor.

  • AL: O momento de crise que estamos vivendo é difícil para você ou você conseguirá guardar algo de positivo para empregos futuros?

PR: embora certas profissões, como escritores de quadrinhos, estejam acostumadas à solidão e ao confinamento, este confinamento ultrapassou todos nós. Mas dentro do drama que esta situação tem sido, Tenho conseguido tirar vantagem disso.

Li muito, vi as séries que meus amigos me recomendam e que não tive tempo de ver, atualizei o e-mail e pude trabalhar sem as interrupções de minhas contínuas viagens. Esta parada deve nos servir para refletir sobre o que gostamos e o que não gostamos na vida que levamos.


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