Jeans azul. Entrevista com o autor de The Camp

Fotografia: Blue Jeans. Página do Facebook.

Jeans azul, o pseudônimo do escritor sevilhano Francisco de Paula Fernandez, tem um novo romance em seu prolífico, bem-sucedido e já longa trajetória especialmente na literatura juvenil. Tem direito O acampamento e é um suspense em que ousa com um toque de mistério em torno de uma morte em circunstâncias estranhas ocorrida num acampamento frequentado por jovens de origens muito diversas. Nesta Entrevista nos fala sobre isso e muito mais. Eu realmente aprecio seu tempo e gentileza.

Blue Jeans - Entrevista 

  • NOTÍCIAS DE LITERATURA: O acampamento é o seu novo romance, onde você se afastou dos temas de seus livros anteriores. O que você nos conta sobre isso e de onde surgiu a ideia?

BJ: Eu não acho que fui tão longe. O que acontece é que agora a parte principal é dedicada ao mistério, mas ainda tem a mesma estampa Blue Jeans de sempre. É um thriller juvenil que surge de uma conversa entre meu parceiro e eu em confinamento total. Ocorreu a ela que ela poderia isolar alguns meninos em um acampamento sem celular e sem conexão com a Internet e a partir daí eu criei a história.

  • AL: Você consegue se lembrar daquele primeiro livro que leu? E a primeira história que você escreveu?

BJ: Sinceramente, não me lembro. Quando criança leio muito porque meus pais são muito leitores e sempre vivi rodeada de livros. Talvez minha primeira história escrita tenha sido um conto em que uma pessoa morre em uma apresentação de teatro e, no final, descobre-se que o assassino sou eu (ou algo parecido). Embora a primeira coisa de que me lembre seja de um ensaio sobre risos que me mandaram na aula.

  • AL: Um redator principal? Você pode escolher mais de um e de todas as épocas. 

BJ: Agatha Christie é minha única referência. Eu li absolutamente tudo sobre ela. Não tenho muitos autores de cabeçalho: Carlos Ruiz Zafon, Tolkien, Júlio Verne... Eu também li tudo sobre Dolores Round o John Verdon, Por exemplo.

  • AL: Que personagem em um livro você gostaria de conhecer e criar?

BJ: Talvez para Poirot ou para Sherlock Holmes. Gosto de personagens inteligentes e dedutivos.

  • AL: Algum hábito ou hábito especial quando se trata de escrever ou ler?

BJ: Eu costumava escrever em cafeterias até a pandemia. Eu não suporto silêncio para escrever e, inversamente, nem mesmo o menor ruído para ler. Embora eu não tenha grandes hobbies para uma coisa ou outra.

  • AL: Qual é o seu local e hora preferidos para o fazer?

BJ: Todos os meus romances, exceto O acampamento, Eu os escrevi longe de casa. Eu gosto escreva com barulho, vendo as pessoas irem e virem. Não posso explicar por quê, porque não me conheço. Os cafés se tornaram meus escritórios. A fim de ler Eu prefiro ser em casa quieto no sofá ou na cama.

  • AL: Existem outros gêneros que você gosta?

BJ: Isso passa vezes. A novela preto, The thrillers, o mistério… É o que eu costumo ler. Mas eu também leio muito novela histórica na época e procuro me manter atualizado com os romances juvenis que se destacam, para estar informado sobre o que os jovens lêem e o que meus colegas fazem.

  • AL: O que você está lendo agora? E escrever?

BJ: Estou em um leitor parar agora mesmo. Tenho vários romances pendentes como No meio da noitepor Mikel Santiago, A porta, por Manel Loureiro ou O jogo da alma por Javier Castillo. Eu também não estou escrevendo, embora eu não ache que demore muito para sentar na frente do computador e procurar uma nova história.

  • AL: Como você acha que é a cena editorial? Muitos autores e poucos leitores?

BJ: Os editores estão se recuperando da crise do coronavírus e acho que não sofreram tanto quanto o esperado, embora seja claro que todos os setores passaram por momentos difíceis. É um mundo complicado e efêmero, então para dedicar muito tempo a isso você tem que dar 365 dias por ano. Pelo menos é o que eu faço. Antes de conseguir, tentei postar e Não entendi da primeira vezNa verdade, todos os editores me rejeitaram. Mas Eu não desisti, Percebi que as redes sociais e a Internet podem ser uma ótima ferramenta e uma boa vitrine para alcançar os leitores e graças à comunidade que construí na rede pude publicar Canções para Paula. Já se passaram doze anos desde isso, quatorze romances no mercado, embora Eu ainda tenho muito a aprender.

  • AL: O momento de crise que estamos vivenciando está sendo difícil para você ou você pode guardar algo positivo para histórias futuras?

BJ: Muito difícil. Não creio que a pandemia, o vírus e o que está acontecendo tenham algo de positivo. É óbvio que, mais cedo ou mais tarde, tudo isso aparecerá em séries, livros e filmes. Vamos torcer para não acabar saturando as pessoas.


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