Rafael Caunedo. Entrevista com o autor de Desire for Accidents

Fotografia: Rafael Caunedo. Perfil do Facebook.

A Rafael Caunedo Eu o conheci pessoalmente como moderador em uma reunião de leitores organizada pela Ámbito Cultural para conversar com Domingo Villar. Então eu o localizei. E no início deste mês ele lançou seu novo romance, Desejo de acidentes. Quero agradecer a sua gentileza e tempo dedicado a este Entrevista onde ele nos fala sobre ela e sobre muito mais.

  • NOTÍCIAS DE LITERATURA: Desejo de acidentes é o seu novo romance. O que você nos fala sobre isso e de onde surgiu a ideia?

RAFAEL CAUNEDO: Como sempre, as ideias surgem quando você faz perguntas. Um dia, por acaso, vi uma menina muito jovem que fazia parte de uma unidade de equipamento anti-motim. Eles vieram do trabalho, ainda com os protetores, os uniformes manchados de farinha e ovos - não preciso explicar o motivo - e enfrentando as circunstâncias. Quando olhei para ela, pensei: ela vai ter filhos? Um bebê estará esperando por você em casa? Os bastões e as mamadeiras são compatíveis? Então decidi tirar aquela mulher da realidade e Eu a transformei em Blanca Zárate. E prevejo que na ficção é muito pior.

  • AL: Você se lembra do primeiro livro que leu? E a primeira história que você escreveu?

RC: A verdade é que Eu só me lembro das coisas que me deixam algum tipo de huella. Devo ter memória seletiva. Eu especificamente não me lembro do primeiro livro. Tenho em mente títulos que passaram por minhas mãos; são memórias de uma infância feliz. Mas se eu tiver que dizer comoEle foi o livro que mudou meus hábitos de leitura, que foi O senhor dos Anéis. Como resultado de suas leituras, comecei a economizar todas as semanas para comprar livros. E assim por diante até hoje. Não posso viver sem ler; nem posso fazer isso sem escrever. Sempre gostei de fazer isso, mas relutava muito em mostrar minhas coisas. Erro. Tudo mudou no dia em que acompanhei um amigo a uma oficina de redação. Entre vinhos e porções de croquetes e omeletes lemos nossas histórias. De repente, eu estava escrevendo para outros, não para mim, e isso mudou tudo.

  • AL: Um redator principal? Você pode escolher mais de um e de todas as épocas. 

RC: Gosto muito deles. Eu leio tudo. Suponho que estou escolhendo de acordo com o estado emocional em que me encontro. Cada livro, ou cada autor, tem seu momento. Eu gosto de descobrir novos escritores também, Deixo-me aconselhar pelos livreiros e também pelo meu instinto, mas a verdade é que houve um autor que, ao descobri-lo, me fez pensar na possibilidade de ser escritor. Gostei de seus livros e de si mesmo, de seu enigma, de sua vida estranha, de sua personalidade. Foi lido para Thomas Bernhard e mudar minha visão sobre a literatura.

  • AL: Que personagem em um livro você gostaria de conhecer e criar?

RC: Para quem, depois de dividir uma mesa e uma toalha durante um jantar, quero repetir. Muitos não podem durar mais do que um jantar.

  • AL: Algum hábito ou hábito especial quando se trata de escrever ou ler? 

RC: Não me importo com o barulho, nem com a música, posso escrever em qualquer lugar. Eu tenho a facilidade de entrar no meu mundo, mesmo se eu estiver em um café cercado por pessoas. A única coisa que não suporto é ter uma conversa na porta ao lado. Insisto, não me importo com o rebuliço, com o barulho, mas não consigo escrever assim que identifico palavras ligadas a significados.

  • AL: Qual é o seu local e hora preferidos para o fazer? 

RC: Sou do biorritmo matinal. Minha mente fica mais ágil pela manhã. Curiosamente, as tardes são ideais para leitura. O lugar? Sinceramente, Eu não tenho um lugar fixo. Posso escrever encostado no tronco de uma árvore, sob um toldo na praia ou em um café com jazz ao fundo. Na minha casa, geralmente faço isso em qualquer lugar. Basta que não haja ninguém perto de mim falando. 

  • AL: Existem outros gêneros que você gosta?

RC: Eu leio por impulso. Folheio livrarias, mexo muito e sempre há um livro que sussurra para mim: "Sou eu". E então eu compro. Isso influencia o texto na contracapa, na capa e na frase aleatória que o acaso me leva. 

  • AL: O que você está lendo agora? E escrever?

RC: Agora estou com Hamnetpor Maggie O´Farrell.

Estou envolvido em uma trama sobre a qual prefiro não contar nada até que esteja mais definido. Claro, garanto que o protagonista estará onde não deveria.

  • AL: Como você acha que é o cenário editorial e o que fez com que você tentasse publicar?

RC: Estatisticamente, A Espanha é um dos países onde mais se publica no mundo. É paradoxal que índice de leitura mar mais baixo do que a média. Não sei que resultado essa contradição causa aos editores, mas garanto que, se lermos mais, será melhor para todos nós.

  • AL: O momento de crise que estamos vivenciando está sendo difícil para você ou você pode guardar algo positivo para histórias futuras?

RC: Não acho que ele escreva nada sobre COVID, confinamento e tudo isso. Não me apetece. O mundo de antes era muito mais sugestivo para mim, então Escrevo como se nada tivesse acontecido porque tenho certeza que tudo vai passar e voltaremos aos mesmos problemas de sempre, mas sem máscara nem distância social. Gosto de abraços e beijos no primeiro encontro, sem ser questionado se está vacinado.


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