Paz Castelló. Entrevista com o autor de Nenhum de nós terá compaixão

Fotografia: Site da Paz Castelló.

Paz Castello, um escritor de Alicante com uma longa carreira no mundo da comunicação, apresenta um novo romance intitulado Nenhum de nós terá compaixão. Ele começou a publicar em 2013 com A morte de 9. Outros títulos foram Meu nome escrito na porta de um banheiro, Dezoito meses e um dia y A chave 104. O Muito obrigado o tempo que você me dedicou para isso Entrevista onde ele nos conta sobre esse novo romance e muito mais.

Paz Castelló - Entrevista

  • LITERATURA ATUAL: Seu último romance é Nenhum de nós terá compaixão. O que você nos diz nele?  

PAZ CASTELLO: En Nenhum de nós terá compaixão (Edições B) história a história de Camila e Nora, que à primeira vista pode parecer duas mulheres muito diferentes por idade e circunstâncias vitais, mas logo se descobre que eles têm algo em comum: aos dois Eles foram usados ​​pelos homens de seu passado e agora eles não têm medo de confrontá-los, tomar as decisões que afetam suas vidas. Camila é uma mulher madura que decide se separar do marido. Isso o faz chegar a um acordo de divórcio suspeitamente vantajoso para ela.

Enquanto investiga as intenções ocultas de seu ex-companheiro, ela conhece Nora, uma jovem estudante, vinte anos mais jovem que ela, que há anos guarda um terrível segredo e que vem a Alicante em busca de vingança. Entre Camila e Nora surge uma relação muito especial com nuances de suspense, mas com uma sensualidade na superfície. É uma história de irmandade e empoderamento feminino, com uma carga de mistério e intriga muito poderosa.

  • AL: Você pode voltar à memória daquele primeiro livro que leu?

PC: Acho que me lembro daquele intitulado Histórias de ouro. Eu não poderia te dizer o autor. Era uma coleção de histórias um tanto moralista, mas muito frequente. Meu pai comprou para mim em um mercado de pulgas. Ele gostava muito de antiguidades. Foi no início dos anos setenta e então era um livro antigo. Lembro que ele me comprou também Moby Dick, mas li depois. 

  • AL: E a primeira história que você escreveu?

PC: A primeira coisa que escrevi foi poemas. Desde muito jovem comecei a ler Gloria Fuertes e eu adorei. Suponho que, de alguma forma, eu estava tentando imitá-la.

  • AL: Qual foi o primeiro livro que mais te impressionou e por quê?

PC: Quando eu tinha doze anos, li Vento leste, vento oestede Pearl S. Buck. Isso me marcou muito porque através de um livro e desde muito cedo, descobri outra cultura, outra forma de pensar e entender o mundo. A cultura tradicional chinesa versus a mentalidade ocidental que o romance retrata foi muito chocante para mim. Especialmente o papel das mulheres em diferentes sociedades.

  • AL: Esse escritor favorito? Você pode ser mais de um e de todos os tempos.

PC: Eu vou ficar com Agatha Christie, pelo gênero que ela escreveu e por ser um mulher pioneira e muito icônica. Claro que existem inúmeros autores que me fascinam, mas como mencioná-los a todos seria injusto com muitos outros, fico com a grande senhora do mistério.

  • AL: Que personagem em um livro você gostaria de conhecer e criar?

PC: É muito difícil escolher, mas vem à mente, por exemplo, O Pequeno Príncipe. Quando criança, eu adoraria que fosse real. Era algo como um amigo imaginário. Também o Alice por Lewis Carroll. Mas a lista seria interminável.

  • AL: Algum hábito especial ao escrever ou ler?

PC: Apenas dois: silêncio e roupas confortáveis. A partir daí a jornada começa.

  • AL: Qual é o seu local e hora preferidos para o fazer?

PC: eu tenho que escrever em casa. Não sei como me concentrar em outro lugar. Há quem escreva em bibliotecas ou até em lanchonetes. Preciso de solidão e tranquilidade. Para mim, é uma espécie de estado de transe para o qual preciso de concentração absoluta.

  • AL: Outros gêneros que você gosta?

PC: Meu favorito é suspense mas eu leio tudo. O que peço é que seja uma boa história e que seja bem contada. Eu também sou um leitor de poesia e de teatro.

  • AL: O que você está lendo agora? E escrever?

PC: O Último da Trilogia Blas Ruiz Grau, Você não vai morrer. Sou final uma novela. Outro noir doméstico com um tópico social muito quente. Até agora posso contar.

  • AL: Como você acha que é a cena editorial? Muitos livros, muitos autores?

PC: é um mundo muito difícil e difícil. Muito competitivo e de curta duração, onde as leis do marketing às vezes são mais poderosas do que as literárias. Eu tento fugir dessa energia que às vezes envolve o setor e concentre-se em fazer boa literatura. Sou escritor, esse é o meu trabalho. Tudo o mais está além do meu controle.

Acho que sempre houve gente que escreveu, só que a internet nos tornou mais visíveis. No final sempre ocorre algum equilíbrio entre oferta e demanda, como em qualquer outro setor. Isso não significa que seja justo e que não ocorram danos colaterais.

  • AL: O momento de crise que estamos vivendo é difícil para você ou você pode guardar algo positivo para futuros romances?

PC: Pessoalmente, essa crise foi enriquecedora. Felizmente, a saúde nos respeitou. Sempre tento extrair o lado positivo de situações difíceis. No final do dia, é a maneira que temos de reverter as circunstâncias. Não acho, entretanto, que o uso nos livros que escrevo. eu sou da opinião de que leva tempo e distância para que o conteúdo do que aprendemos internalize e nos ajude criativamente. Eu o aplico mais em um nível pessoal. Agradeço todos os dias por tudo de bom que a vida me oferece. Eu valorizo ​​mais as pequenas coisas.


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